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Archive for the ‘Não categorizado’ Category

Inquietação

Sinto por sentir a necessidade de voltar a escrever aqui. Eu que tive tudo e desperdicei, me vejo na situação de refém meu.

Nunca quis o que escolhi, me resta apenas olhar e assistir passivamente a tudo.

Sem poderio de intervenção, sofro porque fui insensato e apático.

Digo a todos que foi melhor assim, e os que pouco me conhecem verdadeiramente acreditam. Vivo em um tempo em que todos me desconhecem, inclusive eu mesmo.

A paga do erro é a morte lenta embustada em um sorriso amarelo.

Quantos erros cabem em um coração?

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06/09/2010

Tristeza hepática…

Nada além.

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05/09/2010 (2)

Hoje achei no meio de um caderno velho uma folha com alguns rabiscos insandecidos, e em meio a essas cores todas, destingui, pois, algumas linhas rabiscadas por você. Lentamente fui destacando essa folha, que era um modo de esquecer dos seus resquícios sedutores. Senti, porém, algo lancinante a cada som do papel perecendo. Esvaí-me um pouco com isso e me senti lançado para fora de mim, assim como você fora.

Pensei por alguns instantes se de fato a jogaria fora, num lixo qualquer. Parei… Certamente o mundo parou também – desacreditando talvez de minha decisão. De fato, deixar a gravidade cumprir o seu papel natural e largar aquela folha amaçada a alguns palmos de altura do lixo era decisão demasiado dura para mim. Pensei, então, em queimá-la: não o fiz temendo que as cinzas tornassem-se lúgubres demais para mim. Atinei por demais com a folha em minha mão. Atino ainda… Confesso: é a única marca sua.

Levanto-me. Coloco um ponto final no tempo. É já hora de deixar você ir. Lanço a folha ao chão: poluo a rua – esperando que subitamente, em outros braços, você, pesadamente, sinta-se mais leve.

Caí. E ali, de certo modo, morri juntamente com seu nome naquelas linhas.

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05/09/2010

Estive pensando: como pode ser?… não sei falar francês – fiz um curso quando tinha uns 14 anos, mas que logo desisti por pura falta de interesse – mesmo assim, o nome do meu blog é ” Souvenirs de Moi” – ” lembranças de mim”.

De fato, o francês tem um charme que é só dele. Estava conversando com um grande amigo da faculdade acerca disso, e ele disse: – Cara, até xingar em francês é bonito. Segundo o professor dele, o pior xingamento na região “francesa” do Canadá, se traduzido para o português, seria ” tabernáculo”. Agora… como eu poderia agredir verbalmente alguém chamando-o de “tabernáculo”?

E, enfim, cheguei a uma última conclusão: o francês, além de muito charmoso, torna os seus adeptos muito sensíveis. 

PS: escrevi esse pequeno texto às 02:27… e era para ser um texto de amor. Estou com saudades de você.

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04/09/2010 (2)

Sábado:

O dia mais quisto da semana… pessoas passeiam com sua família – as famílias são perfeitas aos sábados. Casais namoram aos sábados – casais são perfeitos aos sábados.

Invejo todos: famílias e casais.

Para mim será um dia de trabalho – toco para famílias e casais perfeitos aos sábados a noite. Porém, não tenho em mim perfeição alguma. Aos sábados não tenho família e nem namorada. Mais uma vez… faço a perfeição dos outros e guardo-me na imperfeição.

Bom sábado para todos!!!

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04/09/2010

Não fiz nada. Nada que eu fiz hoje foi inédito. Não criei, não chorei e ri muito pouco. Há muito tempo que eu não faço nada, nem por mim, nem pelos outros. Foi apenas um dia.
Nada mais.

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